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Na noite do deserto… o céu não tem fim.

Essa era minha impressão na primeira noite fora dos muros da Vila.

Deitado na areia aquecida pelo dia há algum tempo, tentava fixar as luzes fantasmagóricas que dançavam no horizonte, mas o seu brilho azulado não se deixava capturar.

Então me levantei e sentei ao lado do fogo, este sim, eu podia dizer que era real e, pelo menos, cumpria a promessa de nos aquecer na noite gelada.

Peguei o caderno que trouxe comigo durante a fuga, mesmo sem saber pra que.

Eu o usava para rabiscar alguns frases idiotas, pensamentos sem sentido e desenhos daquilo que eu via e vivia na minha limitada vida entre os muros da Vila. Também gostava de juntar recortes e fotos de revistas antigas da vida da Civilização antes do Desastre.

Fiquei olhando durante algum tempo pra ele, tentei lembrar o que eram aqueles rabiscos sobre o papel sujo.

O fogo amarelo, as luzes azuis. Sofia dorme.

Então, comecei a escrever…

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